O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/06/2021

O sóciologo T.H Marshall identificou que os direitos civis, sociais e políticos formam a sociedade moderna. Entretanto, no Brasil, o trabalho escravo contemporâneo rompe com esses direitos, representando um problema que deve ser enfrentado de  forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.

Em primeiro lugar, é indubitável que o descaso do governo brasileiro está entre as principais causas do impasse. Nesse horizonte, segundo o filósofo Thomas Hobbes, " é dever do governante assegurar o bem- estar dos cidadãos". Esse pressuposto permite afirmar que se o Estado não fizer políticas públicas visando o combate ao trabalho escravo, esse problema continuará existindo na sociedade. À vista disso, é interessante destacar que, muitas vezes, o governo não investe na fiscalização dessa prática e como consequência muitos indivíduos são submetidos aos trabalhos forçados e exaustivos e, assim, seus direitos são negados e violados.

Outrossim, conforme Sócrates, " os erros são consequência da ignorância humana", logo, a falta de entendimento da população em relação ao trabalho escravo e seus impactos sociais contribui diretamente na problemática. Desse modo, é válido ressaltar que a escola, principal instituição de ensino e de formação do pensamento crítico, não recebe incentivo suficiente para abordar o tema dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de jovens alienados que negam a existência de problemas sociais e, dessa maneira, a questão do trabalho escravo não é compreendida e nem debatida socialmente.

Diante dos fatos mencionado, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar o Brasil desse problema. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno na sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência os problemas relacionados ao trabalho escravo e suas consequências, de modo que o primeiro passo seja transformar a base curricular escolar, para o estudante adquirir novas competências e habilidades e, assim, aumentar sua criticidade em relação ao assunto. Dessa forma, tem-se um país em que os direitos previstos pelo sóciologo T.H Marshall sejam respeitados.