O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/06/2021
Ao pensar na palavra escravidão, pensamos em imagens de negros acorrentados, presos em navios negreiros e sendo punidos violentamente com chibatadas, o que foi, de fato, a realidade de cerca de 13 milhões de pessoas capturadas, vendidas e escravizadas na América. Entretanto, atualmente, a ideia de escravidão se distancia dessa imagem tão comum nos livros de história e utiliza novos mecanismos para manter essa barbérie.
Segundo o The Guardian, no século XXI, mais de 40 milhões de pessoas já são afetadas pela escravidão moderna, e a cada 200 pessoas, pelo menos uma vive em condições de escravidão. Ainda com dados citados na matéria do The Guardian, vale ressaltar que cerca de 71% das vitimas atuais são mulheres e meninas, sendo que 25% do total de escravizados são crianças. Dentre as várias formas de escravidão moderna, como principais são: Tráfico Humano, trabalho forçado, escravidão por dívida, escravidão por descendência e casamento forçado.
Ser a escravidão contemporânea está ligada a horas de trabalho forçado, exaustivo e sem descanso, locais de serviços precários e insalubres, sem bônus ou vale transporte. Pessoas que se submetem a esse tipo de serviço, em sua maioria, não tem escolaridade completa, não possui nenhum tipo de escolaridade formal, não tem conhecimento dos direitos humanos e dos diretos trabalhistas e imigrantes, que fogem dos seus países na busca de uma vida melhor, porém, não possuem muitas oportunidades e acabam se sujeitando a escravidão.
Em virtude dos fatos mencionados o Brasil precisa se unir para acabar com a escravidão contemporanêa. Informar as pessoas de seus direitos através de propagandas, noticiarios, jornais, etc. Colocar o assunto em pauta nas redes sociais, incentivar denúncias sempre que necessário e disponibilizar conhecimento para as pessoas mais necessitadas. Para que assim, talvez um dia, o mundo consiga abolir de vez qualquer tipo de escravidão.