O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/08/2021

“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. A partir da afirmação do ativista Martin Luther King Jr., pode-se cumprir que o silêncio pode ser uma forma de opressão ou conivência. Dessa maneira, relaciona-se a interpretação com a permanência de trabalhos escravos no Brasil contemporâneo, mesmo após o decreto da Lei Áurea. Sendo assim, é inquestionável a relação de tal problemática com a dificuldade de inserção no mercado de trabalho advinda da pobreza e do alto índice de refugiados de imigrantes.

Sob tal perspectiva, analisa-se uma novela “Salve Jorge” exibida pela Rede Globo, em 2012, na qual várias personagens do trama foram vítimas do tráfico humano e submetidas a condições deploráveis ​​de trabalho. Ademais, a maioria delas eram das periferias brasileiras, o que influenciou para uma aceitação dessa “oportunidade de trabalho”, a fim de ter melhores condições para oferecer a suas famílias. Contudo, confiscaram todos os dinheiros e documentos, sem haver uma possibilidade de voltar para o Brasil. Logo, conclui-se que a pobreza é um grande agravante para a aceitação de ofertas de trabalho, que posteriormente viu um trabalho escravizado.

Outrossim, de acordo com o Comitê Nacional para os Refugiados há aproximadamente 46 mil pessoas reconhecidas nessa situação no país. Além do mais, os imigrantes refugiados, na maioria das vezes, não possuem escolaridade completa, o que dificulta sua inserção no mercado de trabalho brasileiro, restando somente uma submissão às condições de trabalho que estão fora das leis trabalhistas, como trabalhar mais de 44 horas por semana. Infelizmente, essas pessoas precisam de uma renda para sustentar a família, então são escravizados de forma consciente, colocando o bem- estar da família em primeiro lugar.

Portanto, é notório que mesmo após a declaração da Lei Áurea ainda existem escravos no território brasileiro. Sendo assim, é imprescindível que ações como uma fiscalização mais rigorosa, realizado pela Polícia Federal, em lugares geralmente onde ocorre geralmente a escravização de seres humanos, com a diminuição da ocorrência de escravos e cabe, também, ao Ministério dos Direitos aumentar o número de idiomas no qual são escritos os formulários de apoio aos refugiados, um fim de facilitar o entendimento sobre seus direitos. Por conseguinte, a afirmação de Martin Luther King Jr. serviria como um alerta para a sociedade de que boas pessoas em silêncio, a causa muitas vezes é que estão sendo caladas.