O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/06/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, defende o direito de isonomia, ou seja, igualdade entre todos perante a lei. Sob esse viés, é certo que a sociedade brasileira ainda está atrelada ao passado, o que faz com que haja restrição e opressão contra todos, se tornando uma realidade pautada na desigualdade social. Nesse sentido, ao observar este impasse, percebe-se que ele está vinculado ao legado histórico e a ausência governamental. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar a causa desta problemática. Conforme o pensamento de Claude Lévi-Strauss – só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento de eventos históricos - visto isso, é nítido que o corpo social é retratado de acordo com seus estigmas vivenciados no passado e, consequentemente, se refletem nos dias atuais, como as práticas de trabalho clandestinos que oferecem um salário alto, sendo, na realidade, baixos salários e práticas de trabalho extremas e inadequadas. Haja vista que os trabalhadores se tornam reféns do empregador e obtém sua liberdade privada, sendo restrito. Desse modo, é necessário ações para mitigar a vigência do problema.

Ademais, é fundamental a ausência governamental como impulsionadora da adversidade no Brasil. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson – a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração – ou seja, não há uma pesquisa concreta os benefícios e malefícios que o impacto das leis podem causar na vida do indivíduo. Bem como, há a quebra de restrições quando a jornada de trabalho é aumentada, fazendo com que a mão de obra seja realizada de forma gratuita, explorando, assim, o trabalhador e causando doenças ocupacionais. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Trabalho e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por intermédio de avaliações trabalhistas e buscas em prol do direito do trabalhador, ofereçam palestras mensalmente em empresas que visem o bem-estar dos colaboradores na realização de sua função. Outrossim, façam campanhas em programas de televisão visando a quebra das imensas jornadas de trabalhos e sobre os benefícios e direitos expostos na Carta Magna determinados, a fim de que possam reduzir o impacto causado na vida do funcionário. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, concretizando a Constituição de 1988.