O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/06/2021

No filme “Crô: O filme”, é apresentado um esquema escravista na qual pessoas eram submetidas a condições inapropriadas para realizar serviços têxtis. Fora da ficção, esse cenário torna-se real com a agravação de problemáticas relacionadas ao trabalho escravo contemporâneo, afetando negativamente a sociedade brasileira. Como exemplo dessas problemáticas, podemos citar a negligência humanistas de grandes marcas e o passado escravocrata brasileiro.

Primeiramente, o trabalho escravo contemporâneo é ligado a negligência humanista dos empresários modernos. Com o início da Revolução Industrial, no século 19, a servidão escravista teve um aumento exponencial, visto que havia uma relação proporcional entre o excesso de horas trabalhadas pelo proletariado e o lucro. Atualmente, esse pensamento é cada vez mais agravado. Segundo o site “O Globo”, no final da década passada foram apreendidas mais de dezenas unidades de grandes marcas envolvendo trabalho escravo. Isso de deve, na maioria das vezes, a falta de legislação necessária ao combate dessa problemática. Com isso, a negligência humanista dos empresários contemporâneos agrava o trabalho escravo atual.

Além disso, o passado escravocrata brasileiro tem relação direta com o trabalho escravo atual. Com a chegada dos portugueses em XV no Brasil, houve a forte introdução de estrangeiros nas terras brasileiras, incluindo a mão de obra escrava. Com a abolição da escravidão, em 1888, não houve a implementação de medidas sociais necessárias para a inclusão de antigos escravos negros a sociedade. Dessa maneira, uma parte deles continuaram trabalhando para os seus antigos senhores em troca de alimento e moradia. Como consequência disso, filhos e netos desses antigos escravos também foram submetidos, em sua maioria, ao trabalho escravo em troca de direitos básicos, trazendo essa questão para a sociedade contemporânea. Isso se deve, em sua maioria, a falta de uma fiscalização eficiente nas propriedades brasileiras. Desse modo, o trabalho escravocrata está relacionado ao passado histórico brasileiro.

Portanto, é observado que há problemáticas a serem resolvidas para o combate ao trabalho escravo contemporâneo. O Ministério do Trabalho – órgão responsável pela questão trabalhista no Brasil -, deve, por meio da legislação, implementar significativas multas e penas carcerárias, com objetivo de diminuir a procura escravista. Ademais, também cabe ao Mistério do Trabalho introduzir, por meio de formulários e números telefônicos, meios de denúncias à população, com objetivo de fiscalizar propriedades denunciadas por suspeita de trabalho escravo. Assim, é esperado uma diminuição na questão de serviços escravos na sociedade contemporânea.