O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/07/2021
Os tempos de sofrimento ainda são os mesmos
A abolição da escravidão se deu em 1988, e apesar de ter sido um grande passo para a liberdade humana daquelas pessoas, sabemos que, essas foram submetidas a condições análogas as que viviam anteriormente. Destarte, é muito parecido com o que acontece atualmente, na qual as pessoas com condições sociais de extrema dificuldade (analfabetismo, baixa escolaridade e imigração ilegal), são forçadamente submetidas a condições desumanas de trabalho; além disso, há uma enorme desinformação por parte desses trabalhadores sobre seus direitos, o que leva a rara denúncia dessas condições e, portanto, dificulta ainda mais a fiscalização dessa situação inapropriada.
Primordialmente, o problema da baixa escolaridade e analfabetismo no Brasil, ainda é muito presente, o que afeta nas condições sociais dessas pessoas, consequentemente, levando-as á difícil ingressão no mercado de trabalho. Assim, as únicas alternativas de sobrevivência desses indivíduos são cargos abusivos, geralmente encontrados na área têxtil e agrícola. Esses produtores procuram pessoas em situações sociais críticas para então, oferecerem trabalho e tratar dessa oportunidade como uma dívida, levando o trabalhador á suportar condições insensíveis para paga-la e sobreviver.
Efetivamente, a desinformação e o medo de não encontrar outra oportunidade de sobrevivência não permite que o trabalhador denuncie a ação indevida dos seus líderes, isso tem tornado muito inviável o trabalho de fiscalização do trabalho escravo, uma vez que, é necessário uma denúncia para uma intervenção direta do poder executivo.
Em conformidade dos argumentos citados, entende-se a necessidade da fiscalização por parte do Ministério da Educação, sobre a presença de todas as crianças no sistema educacional, com o fito de, futuramente, assegurar uma melhor inserção de todos no mercado de trabalho; além disso, os devidos ministros precisam, de acordo com a maior atividade econômica local, viabilizar uma porcentagem da verba para proporcionar cursos profissionalizantes e oportunidades de alfabetização desses indivíduos, assim, caucionando a facilitação da busca por cargos dignos e melhores condições sociais. Por fim, há a obrigação das mídias sociais, como os programas televisionados em rede aberta, de propagar os direitos trabalhistas, no intuito de colaborar no reconhecimento desses trabalhos escravos, levando a maior quantidade de denúncias, que consequentemente precisam, por parte do Poder Judiciário e da polícia federal, ser mais fiscalizado e cessado. Desta maneira, os processos criminais tornará obrigatório que os donos de produção ofereçam condições dignas de trabalho.