O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 08/07/2021

Em 1934, Getúlio Vargas, estabeleceu leis trabalhistas com o intuito de diminuir as desigualdades sociais e o trabalho escravo. Entretanto, na contemporaneidade, é perceptível que isso não foi suficiente para combater os ofícios em condições deploráveis e exploratórias, uma vez que é um problema cada vez mais preocupante e persistente. Isso se deve tanto ao descaso estatal como também ao pouco conhecimento popular sobre o fato.

Primordialmente, é importante ressaltar que mesmo com a existência de leis que regulamentam o trabalho e a melhoria delas com o passar dos anos, a fiscalização por parte do Estado é ineficaz. Infelizmente, isso faz com que seja cada vez mais fácil trabalhadores permanecerem em estado análago à escravidão e sem justiça. Consequentemente, além dos maus-tratos, o óbito pode chegar a ser comum e nunca julgado da maneira correta ou de conhecimento geral.

Outrossim, o desconhecimento do tecido social sobre o problema e falta de mobilização contribui de maneira significativa para que grandes marcas de roupas façam o uso dessa modalidade. Indubitavelmente, lucros continuam sendo gerados para esses meios e de forma indireta, essas práticas continuam sendo incentivadas. Por conseguinte, há um recrutamento cada vez maior de trabalhadores e desrespeito às leis propostas no século passado durante o governo Vargas.

É indiscutível que o trabalho escravo é um problema sério que necessita de intervenção imediata. Por isso, o Ministério do Trabalho, como órgão máximo de regulamentação das relações do meio, precisa, por meio da contratação de agentes fiscais, aumentar a fiscalização em áreas afastadas, em pequenas e grandes marcas de roupas, com o intuito de averiguar se as condições são propícias e regulamentadas para as funções. Com isso, será possível seguir o que foi proposto por Vargas em 1934 e evitar que o ciclo tóxico se repita.