O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/07/2021

O antropólogo Darcy Ribeiro diz que: “O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem um perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”, que traz à tona a realidade do país, mesmo sendo o último a acabar com a escravidão infelizmente ainda nos dias atuais pessoas estão sendo escravizadas. Dessa forma podemos ver que ainda existe seres humanos que vão contra as leis da escravidão humana e tirando os direitos das pessoas que não têm condições financeiras e se submetem a esse tipo de trabalho sem impor seus direitos.

Em uma primeira constatação, é fato que pessoas que vão contra as leis favorece a realidade vivenciada pelo trabalho escravo contemporâneo. Em maioria as pessoas que trabalham assim são as analfabetas, as que não tem noção dos diretos humano, pessoas com baixa escolaridade formal e principalmente imigrantes em situação ilegal. Eles trabalham com inúmeras restrições e algumas delas são a servidão por dividas, trabalhos forçado e até mesmo restrições de locomoção. Isso acontece muito em plantações de cana de açúcar e em áreas de têxtil. A sociedade não pode aceitar esses tipos de trabalhos em pleno século XXI.

Na reportagem da UOL mostra que uma idosa de 83 anos e mais três trabalhadores rurais que viviam em condições analógicas a escravidão, em uma fazenda no interior de Minas Gerais, trabalhavam de segunda a segunda sem férias e sem salário regular, mas foram resgatados pela fiscalização do ministério público do trabalho (MPT), o acontecido foi em 23 de junho de 2021. Logo, vemos como pessoas sem conhecimento sobre tal assunto são exploradas e obrigada a trabalhos forçados, isso não é uma invenção atual pois vem desde o passado, com a chegada dos primeiros escravizados trazidos para o Brasil.

Portanto, a população brasileira deve tomar consciência que o governo precisa dar mais atenção ao público de baixa classe social. Ter a iniciativa de criar projetos para ajudar as pessoas que não tem tanto conhecimento como os analfabetos, fazer instituições para poder abrigar aquelas que foram submetidas a trabalhar de forma ilegal, fazer fiscalização em empresas que não  têm conhecimento da população para ver se há vestígios de trabalho escravo naquela empresa e também realizar palestras em lugares públicos. Quem sabe esses feitos podem ajudar outras pessoas que podem estar trabalhando de forma inadequada e não saber que aquilo é errado, dessa forma o Brasil será um lugar melhor.