O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/08/2021

Embora o fim do trabalho escravo tenha sido decretado no Brasil pela Lei Aurea em 1888, o país ainda convive com essa vil realidade. Isso deve-se, sobretudo, à econômica dos trabalhadores aliada à ignorância que os direitos, bem como a fiscalização ineficiente dos esses direitos cumprimentos pelo Estado. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista mudar isso.

A princípio, convém ressaltar que, nos últimos vinte e cinco anos, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), resgatou mais de cinquenta mil labutadores que prestavam serviços análogos à escravidão. Diante de tal realidade, percebe-se que milhares de brasileiros têm seus direitos violados mesmo nos tempos atuais, tendo como principais causas a desinformação e a extrema necessidade financeira. Ou seja, por ignorância e econômica, retornam ao cárcere laboral de séculos atrás.

Concomitante a isso, uma frouxa fiscalização do Estado às grandes empresas, por exemplo, corrobora para a perpetuação desse problema. Segundo o jornal El País, por mais de um ano, cerca de vinte imigrantes venezuelanos foram explorados por uma empresa terceirizada pela Ambev e pelo grupo Heineken em São Paulo. Isto é, na ausência de uma fiscalização rigorosa, marcas globais cerceiam os direitos trabalhistas no Brasil.

Portanto, exoria elucidar essa questão. Posto isso, cabe ao Ministério do Trabalho aumentar a fiscalização sobre as grandes empresas; para isso, criar - inicialmente em cada estado - um departamento de polícia especializado em investigação e combate ao trabalho escravo é uma possibilidade. Ademais, cabe à mídia informar melhor o cidadão por meio de propagandas de TV e campanhas publicitárias impressas e espalhadas pelos centros urbanos e rurais que listam os direitos trabalhistas. Desse modo, cada vez menos brasileiros e estrangeiros foram enganados e explorados em território nacional.