O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/08/2021

O trabalho escravo tem como características a restrição da liberdade, condições degradantes e longas jornadas. Sob essa lógica, apesar das várias legislações que protegem o trabalhador e criminalizam a exploração de mão de obra análoga à escravidão, como a consolidação das Leis do Trabalho (CLT) criada em 1943 durante o governo de Getúlio Vargas, essa prática ainda é comum no Brasil contemporâneo. Sob essa perspectiva, cabe a análise de causas, consequências e possível solução para a problemática.

Em primeiro plano, o trabalho escravo contemporâneo é uma atualização das formas de exploração do trabalhador recorrentes na história do Brasil. Nesse sentido, o trabalho escravo ainda é uma atividade de alta lucratividade, como foi no Brasil colônia, considerando que há um baixo custo na manutenção do trabalhador. Além disso, tal cenário socioeconômico é intensificado por uma fiscalização ineficiente dos órgãos estatais, já que esse trabalho se concentra, normalmente, em locais inseguros e isolados, como nas zonas rurais.

Como consequência disso, observa-se um aprofundamento da desigualdade social. Isso se explica porque são mais vulneráveis ao trabalho escravo os indivíduos mais pobres. Assim, como eles trabalham e não recebem ou recebe muito pouco, há um ciclo de empobrecimento desses indivíduos. Desse modo, é urgente necessidade de se combater essa mazela social.

Portanto, cabe ao governo federal capacitar os trabalhadores mais vulneráveis, por meio de cursos profissionalizantes gratuitos para garantir a inclusão no mercado de trabalho formal. Por fim, cabe à mídia criar campanhas informando características, gravidade e canais de denúncia dessa forma de exploração. Assim, uma população mais informada é uma população que consegue denunciar e combater essa forma de exploração do trabalhador.