O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/09/2021
O termo “escravidão”, de imediato, remete-se a tempos distantes, ao Brasil colônia, navios negreiros e a crueldade, de certa forma ideais visualizados como impalpáveis, presos aos livros de história, pinturas a óleo, e remota aos tempos da tecnologia e razões sociais.
De certo, a escravidão foi abolida em 1888, porém sabendo que cometer um homicídio é crime desde o início da sociedade civilizada e ainda sim, assassinos vivem por ocupar cadeias, da mesma forma, o sistema de serventia é utilizado ilegalmente.
A escravidão na situação contemporânea não é a ideia de possuir o indivíduo, todavia, consiste no trabalho forçado em longas jornadas, em situações precárias de serviço, incluso violência física e psicológica, sendo a renda fornecida insuficiente para a manutenção digna de uma vida, ou mesmo nenhum tipo de providência sobre recompensa salarial àquele que trabalha nessa circunstância.
Uma situação comum é onde esses indivíduos, geralmente pessoas socialmente desfavorecidas e moradores das zona rural, são ludibriados por promessas de mudança de vida e melhor remuneração, assim, a proposta sendo aceita, estes são levados para longe de sua morada, e logo se encontram em uma situação ainda pior que a anterior.
São poucas as opções para uma possível libertação, sendo essas a fuga, e o resgate através de denúncia. Há sempre nestas áreas um sistema de controle em caso de evasão. Pessoas são designadas para a vigia do local e captura de fugitivos, e consequentemente, colocando em risco a vida das vítimas que tentam pela liberdade. Em caso de denúncia, as autoridades estatais, destacando nesse caso o Ministério Público do Trabalho, tem como dever averiguar a situação, e de acordo com o resultado da investigação, realizar a libertação das vítimas.
Na prevenção dos casos, age em primeiro lugar a educação, onde deve-se saber, toda criança, seus deveres e nesta situação, principalmente direitos na posicão como trabalhador. Não menos crucial, deve-se conscientizar a todos, e justamente aqueles mais vulneráveis a serem vítimas, os que não possuem acesso fácil a informação. É dever da sociedade como um todo não repetir o passado, e especialmente um ponto tão cruel e vergonhoso da história humana.