O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/09/2021

Na série americana “Conto da Aia”, visando a ignorância das pessoas, parte da população é proibida de ler a bíblia para não se queixarem do tratamento que recebiam. Analogamente ao seriado, é comum encontrar brasileiros que são submetidos a condições precárias de trabalho, semelhante a escravidão, em virtude do desconhecimento destes acerca de seus direitos básicos, algo que pode lhes causar traumas psicológicos. Assim, é fulcral a resolução de tais impasses.

Mormente, cabe destacar que a insciência de direitos previstos constitucionalmente é um dos motivos de trabalhos análogos a escravidão ainda perpetuar. Nesse sentido, o filósofo Nietzsche, em seu livro “Genealogia da Moral”, discorre que é preciso investigar os valores impostos e não apenas aceitá-los. Divergente da obra, laboradores no cenário brasileiro se sujeitam a jornadas extensivas e trabalhos forçados pois não buscam investigar quais direitos seus estão sendo violados, apenas aceitam as condições que lhes foram colocadas.

Ademais, é lícito pontuar que a analogia do âmbito trabalhista atual com a escravidão ocasiona malefícios a saúde mental dos trabalhadores. Como analisou o filósofo inglês John Locke, as pessoas são folhas em branco e são moldadas através das experiências registradas. Sob tal óptica, a submissão de algumas pessoas a trabalhos degradantes que as forçam a permanecer laborando por extensivas horas, pode acarretar em ansiedade e melancolia generalizada, isto é, devido essas experiências traumas psíquicos se moldam nesses indivíduos. Desse modo, é dever do Estado garantir proteção a essas pessoas.

Portanto, se faz mister mitigar tais problemas. Com isso, o poder legislativo - promotor da harmonia social - deve instituir, mediante a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na grade curricular escolar disciplinas que indiquem como e onde os jovens podem se informar sobre seus diversos direitos, a fim de que quando forem inseridos no mercado de trabalho estes saibam investigar suas proteções previstas na Constituição e não permitam que sejam violadas. Assim, será atenuado casos de pessoas com problemas psicológicos em decorrência do trabalho análogo a escravidão.