O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/10/2021

No documentário “O lado negro do chocolate”, o jornalista Miki Mistrati denuncia como crianças trabalham de forma escravocrata para grandes industrias do chocolate pelo mundo. Assim como na obra, o trabalho escravo no Brasil é um problema que decorre desde sua descoberta, até os dias atuais. Dessa forma, adultos e crianças ficam a mercê de trabalhos análogos a escravidão para ajudar suas famílias, ocasionados pela falta de medidas públicas realmente eficazes e da falta de fiscalização no meio educativo para manter as crianças fora de tal situação.

Nesse sentido, crianças são obrigadas a trabalhar de forma informal e insalubre, qualificando trabalho escravo. Tal conjuntura acontece devido a necessidade de trabalhar para ajudar a família a sobreviver, e por isso, acabam aceitando trabalhos insalubres. Como consequência, muitos desses indivíduos não terminam a escola e passam a vida nesses trabalhos, o que pode os levar a morte. Esse cenário é uma forma de observar que o artigo 227 da constituição não é levado a sério, a medida que o mesmo prevê que crianças formam um grupo de pessoas que têm direitos específicos e demandam proteção especial tanto do Estado quanto da sociedade e da família.

Ademais, o trabalho escravo com adultos também é uma realidade no país em vários estados diferentes. Isso decorre devido a falta de qualificação estudantil e da mão de obra do indivíduo e de ajuda eficaz do governo estadual e federal para auxiliar essas famílias com o que precisam em seu cotidiano. Como consequência, muitas pessoas aceitam trabalhos com grandes cargas horárias e baixos salários, afetando sua saúde física e mental. Ilustrando essa lógica, a reportagem do G1 de 2021 mostra a lberação de 60 pessoas que trabalhavam de maneira insalubre em lavouras de café no estado de Minas Gerais.

Portanto, o trabalho escravo no Brasil, desde 1500 até os dias atuais continua sendo um problema inacabado. Para reverter esse quadro, de suma importância que o Governo Federal crie fiscalização mais árdua em locais com maior incidência de trabalho escravo, além de fornecer ajuda monetária realmente eficiênte à familias de baixa renda, além de dar a oportunidade de estudo para essas para uma mão de obra qualificada e que finalmente consigam concluir seus estudos e conquistar empregos dignos. A fim de aplicar essas medidas, é necessário aumentar o número de fiscais e levar escolas técnicas para locais marginalizados. Assim, com essas medidas e sua fiscalização de forma ativa, será possível alterar a situação da escravidão que ocorre há mais de 400 anos em nosso país.