O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/10/2021
Segundo o artigo primeiro da Constituição de 1988, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana. Entretanto, esse dispositivo não está cumprido em sua totalidade, haja vista os problemas relacionados com o trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência governamental e os interesses capitalistas.
Primeiramente, destaca-se a ausência de medidas governamentais para sanar os desafios com a escravidão contemporânea. Nessa conjuntura consoante a teoria contratualista de Rousseau, o governo deve resolver todas as questões públicas, tais como o trabalho análogo, com isso obterá avanços para que a vida em sociedade seja mais harmônica. Sob tal óptica, ao analisar esse conceito filosófico, percebe-se que o governo negligencia a importância reforça as leis trabalhistas, visto que, nas últimas décadas se teve uma flexibilização da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), fazendo com que alguns patrões abusam do poder com seus funcionários. Como consequência, com a ausência de fiscalização se tem um crescimento do trabalho escravo na sociedade atual.
Além disso, outro aspecto que contribuiu para o trabalho análogo são os interesses capitalistas da sociedade. Dessa forma, no documentário “O Verdadeiro Custo”, transmitido na NETFLIX, mostra a exploração de algumas fábricas de roupas em relação aos funcionários para confeccionar o maior número de peças de roupa, sem se importar com as condições do trabalhador. Desse modo, algumas fábricas não proporcionam aos seus funcionários diretos básicos como: horário de almoço, intervalo e um salário mínimo, visto que, possivelmente, o lucro dessa empresa será menor. Como desdobramento, essas fábricas visando o próprio lucro não oferecem um ambiente de trabalho digno aos seus funcionários.
Portanto, faz-se necessário discutir sobre o trabalho análogo no Brasil. Para tanto, cabe ao Governo reforça como leis trabalhistas já existentes para que se tivesse uma maior fiscalização das empresas, para combater o trabalho escravo. Essa ação pode ser feita através da mídia rádio e televisão para mostrar a sociedade a escravidão contemporânea, para que se tiver um maior número de denúncias, o exemplo do que alguns canais no YouTube já promovem. Como efeito, espera-se que os problemas relacionados com o trabalho análogo possam diminuir.