O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/10/2021

No poema “Ombros que Sustentam o Mundo” de Carlos Drummond de Andrade, expõe as mazelas da desigualdade que compõem a sociedade no início do século XIX. Fora do universo ficcional, essas mesmas mazelas se fazem presente na nossa sociedade através do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Nesse sentido, é evidente que essa situação ocorre em função não só da subordinação a trabalhos forçados, como também o racismo estrutural.

Em primeiro plano, deve-se observar em respeito às leis, a tal questão. De acordo com a Constituição Federal de 1988, no artigo 5, o princípio da isonomia e da igualdade.  Contudo, a ausência de um plano nacional que integre as pessoas que se submetem ao trabalho escravo, se configura como desrespeito a Constituição, agravando as vidas dessa minoria. Como por exemplo, o caso de uma propriedade rural no município de Córrego Danta, que Minas Gerais resgatou 19 trabalhadores com situação precária em uma colheita de café.

Portanto, cabe destacar que fatores sociais também impactam negativamente essas pessoas. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade, em partes, possuem necessidades e funcionamentos inter-relacionados, como o racismo estrutural, porque a nossa sociedade possui práticas históricas que coloca as pessoas pretas em uma posição inferior as pessoas brancas, sofrendo preconceito pela sua raça.

Por isso, é com clareza que o trabalho escravo na contemporaneidade é um problema e precisa ser combatido. O Ministério da Comunicação deveria informar por meio das mídias televisivas, que o trabalho escravo continua com os ídices elevados na idade contemporânea, e instruir que a denúncia deve ser encaminhada à Divisão para Erradicação do Trabalho Escravo, que fica no Ministério da Economia.