O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/11/2021
O trabalho escravo não se limita ao serviço forçado explícito, também pode ser definido como salários insuficientes ou abuso de funcionários. No entanto, a Câmara dos Deputados não reconhece esses conceitos como trabalho escravo.
Com a crise que o Brasil atravessa, o número de desempregados está aumentando gradativamente. De acordo com a lei da oferta e demanda, esse aumento levará a uma redução nos salários dos funcionários e causará maior abuso nas condições de trabalho. Esse tipo de serviço não é imposto diretamente pelo patrão, mas determinado pela situação financeira do indivíduo, o que obviamente torna seu trabalho escravo. Como se sabe, segundo Karl Marx, a mais-valia ou seja, o equilíbrio entre os produtos produzidos pelos empregados e seus salários reais, chega às mãos dos empresários, tornando “partes” do trabalho escravas. Isso significa que alguns dos serviços oferecidos são gratuitos para patrões que estão se tornando cada vez mais ricos. O valor agregado pode ser obtido de duas formas: uma é por meio do pagamento a menor e a outra é para suportar cobranças extras aos funcionários. Embora o conceito de trabalho escravo seja importante, ele não é completo.
Logo, a Câmara dos Representantes e o Senado reverterão a situação. Em primeiro plano, o conceito de trabalho escravo deve ser redefinido, incluindo outros aspectos, como as condições desumanas de trabalho. Em segundo lugar, o pagamento de salários desumanos deve ser criminalizado, e um salário mínimo deve ser estabelecido para cada ocupação para minimizar o valor residual.