O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/01/2022
A Lei Áurea, assinada em 1988, marcou o fim da escravidão no Brasil. Contudo, a falta de amparo e políticas a tais grupos fez permanecer a marginalização social, de tal modo que trabalhos análogos à escravidão continuam no país. Nesse sentido, há de se combater a desigualdade social e a falta de conhecimento, com o propósito de promover, de fato, a isonomia.
A priori, as insdustrializações promovidas no Brasil ,no século XX, ainda que tardias, respaldam a desigualdade econômica atual. Quanto a isso, tais processos revolucionaram os grandes centros urbanos, de modo a intensificar a periferização e a concentração de renda nas mãos de um pequeno grupo. Nesse sentido, tendo como propulsor o sistema capitalista, trabalhadores de baixa capacitação se submeteram à trabalhos precários análogos à escravidão, de modo que esse quadro se repete ao longo da história e perpetua serviços distuantes das leis trabalhistas ainda nos dias atuais. Dessa forma, é incoerente que um país que almeja tornar-se desenvolvido, manter padrões desiguais ao longo da história.
Outrossim, a ignorância intelectual é outro potencializador da apatia social. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Sob essa perspectiva, ao desconhecer seus direitos trabalhistas, facilmente os cidadãos se submetem à mazelas no trabalho, dado sua visão limitada. Um problema, visto que a falta de informação contribui para a erradicação do problema e inércia social.
Destarte, medidas são necessárias, a fim de que trabalhos que vão de encontro à Constituição Federal do Brasil sejam extintos. Para tanto, cabe ao governo federal, mediante ação conjunta com instituições profissionalizantes, promover nas escolas palestras sobre leis trabalhistas, bem como ofertar cursos gratuitos que preparem os estudantes para o mercado de trabalho. A finalidade de tais iniciativas seriam orientar jovens e adolescentes sobre seus direitos, tal como garantir capacitação profissional. Desse modo, espera-se do Estado amparo social a tais grupos marginalizados historicamente, assim como sua conscientização.