O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/01/2022
A escravidão foi abolida em 1888, no Brasil. Porém, trabalho forçado jornada exaustiva, condições degradantes, restrições de locomoção e baixa remuneração são características de trabalho análogo à escravo. Esse tipo de trabalho está presente tanto nos centros urbanos, como também, nas áreas rurais do país.
Assim, vale destacar que a indústria da moda é um dos principais ramos produtivos que utiliza mão-de-obra informal, ou seja, esses trabalhadores, em sua maioria mulheres, não são acançados pelas políticas públicas. Estima-se que o complexo formado pelos setores têxtil, vestuário, couro e calçados, emprega mais de 70% de trabalhadoras mulheres, segundo dados fornceidos pelo DIEESE. Além de ser informal, esse trabalho concetra-se da atividade de costura e montagem de peças, em que as costureiras recebem um valor ínfimo por peça, cerca de trinta centavos em média.
Ademais, o trabalho análogo à escravo está presente no meio rural, geralmente, nas fazendas de café, em Minas Gerais, principalmente. Nesse meio ambiente laboral, as carterísticas verificadas são falta de equipamento de proteção individual, pouca higiene nos alojamento e cerceamento da liberdade de ir e vir. Enquanto o trabalho de costura é, em sua maioria feminino, esse setor rural, o qual exige força física, é ocupado, principalmente, por homens, cerca de 95% dos resgatados, segundo dados do programa de seguro-desemprego, aliado ao fato de 70% são analfabetos ou possuem apenas o ensino fundamenal.
Portanto, em função desse tipo de trabalho degradante estar presente no início da cadeia produtiva, é preciso fiscalização e monitoramento por parte do Governo. Ademais, a sociedade e as ONGS possuem um importante papel quanto à denúncia dessa prática. Além disso, a mídia pode exercer maior divulgação da “Lista Negra”, um cadastro realizado pelos órgãos fiscalizatórios, das empresas condenadas em processos administrativos por uso de trabalho desse tipo.