O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/01/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, o trabalho escravo no Brasil contemporâneo é um fato social patológico, configurando-se como extremamente alarmante para a comunidade brasileira. Sob esse viés, essa grave mazela não ocorre somente devido à omissão estatal, mas, também, por causa da negligência da mídia.

Nesse panorama, o desleixo do poder público é um notório incentivador da persistência de casos de trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Diante disso, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Sob essa ótica, o descaso do Estado  é uma quebra do Contrato social, porque desassiste as pessoas que estão em condições análogas à escravidão, tendo suas liberdades violadas, deixando como legado um tecido social cada vez mais excludente. Nessa perspectiva, o poder público é inoperante nessa situação, pois não cumpre funções básicas, como o urgente combate ao trabalho escravo no Brasil contemporâneo.

Ademais, a exiguidade de devido foco da imprensa é um indubitável promotor do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Sob esse prisma, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, os principais problemas são aqueles que são naturalizados. Nesse ponto de  vista, a escassez de atenção dos meios de comunicação à problemática do trabalho escravo no Brasil contemporâneo é uma banalização de um empecilho grave, porquanto adversidades expostas ao povo tendem a ser resolvidas com maior rapidez, tendo como consequência a mitigação desse imbróglio. Nesse viés, a mídia é criminosa nesse ocorrido, já que não usa do seu contato com a coletividade para melhorar as condições de vida da população.

Portanto, é necessário haver uma redução significativa nos registros de trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Sob esse sentido, para que haja uma aplicabilidade do Contrato social de Hobbes, os congressistas devem, com o apoio da opinião pública, propor leis de aumento nas penas de exploração laboral, por meio da sanção do presidente, com o fito de tornar o país melhor e, consequentemente, próspero. Somado a isso, a imprensa deve, com a ajuda da iniciativa privada, criar campanhas de conscientização sobre o trabalho escravo no Brasil contemporâneo, veiculadas na internet e nas bancas de jornais, por intermédio de cartazes e anúncios publicitários, a fim de que os meios de comunicação passem a focar mais em mazelas que assolam aos brasileiros. Com isso, o Brasil deixará problemas do passado na antiguidade.