O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 12/03/2022
A Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, no século XIX, marcou a abolição da escravatura no Brasil e configura-se como um dos acontecimentos mais importantes do país. Entretanto, mesmo após o trabalho escravo ter sido “abolido”, esse continua atingindo muitas pessoas no país contemporâneo. Esta escravidão moderna, possui como fatores impulssionadores, principalmente, a estrema pobreza e a evasão escolar.
A partir disso, é válido postular a extrema pobreza como precursora da problemática. Pois, segundo a FGV Social, em 2021, quase 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza no Brasil. Com embasamento nesse dado, é visto como tal situação social encontra-se cada vez mais presente no território nacional, o que funciona como um fator crucial no contexto do trabalho escravo. Uma vez que a vítima é atraída por falsas promessas de emprego, acaba sendo levada para locais isolados e precários, e, motivada por ameaças, é submetida ao trabalho escravo.
Ademais, a evasão escolar também deve ser citada como fator agravante do problema. Visto que, de acordo com o website G1, a evasão escolar no Brasil é a terceira maior do mundo. Com base nisso, é notório como o Brasil é quase pioneiro no abandono escolar, o que está relacionado ao aumento do número de pessoas em situação de trabalho escravo no país. Pois, a evasão escolar gera baixa instrução, sendo fator determinante para o ingresso na área de trabalho. Desse modo, pessoas com pouco ou nenhum grau escolar, tendem a serem mais propícias a situações de trabalho escravo, sendo as únicas “vagas” possíveis.
À vista disso, fica claro as motivações do trabalho escravo no Brasil atual. Desse modo, faz-se essencial a atuação do Estado para que o problema seja revertido. Para isso, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em auxílios, que serão distribuídos entre alunos de baixa renda, para que não seja necessário o abandono escolar para trabalhar. Ademais, o Ministério da Justiça deve impedir a propagação do trabalho escravo, a partir de investigações direcionadas às grandes indústrias suspeitas, para que, em um futuro próximo, o trabalho escravo seja erradicado.