O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/05/2022

A abolição da escravidão em 1888, não foi acompanhada de medidas de inclusão do ex-escravos na sociedade. O trabalho escravo contemporâneo é uma atualização das formas de exploração do trabalhador recorrentes na historia do Brasil. Apesar das varias legislações que protegem o trabalhador e criminalizam a exploração da mão de obra análoga a escravidão, a pratica ainda é muito comum no Brasil, no campo e na cidade. Isso se deve, sobretudo, a situação de extrema pobreza que vivem essas pessoas e a falta de conhecimento dos direitos trabalhalistas. Portanto, é necessária a melhoria do cenário em questão.

Atualmente, no Brasil, mais de 28 milhões de brasileiros vivem em situação de extrema pobreza, com apenas R$5,00 por dia, com isso para a sobrevivência, as pessoas acabam aceitando trabalho ofertado pelos gatos, empregadores responsáveis pelo trabalho escravo que aliciam pessoas do interior, com promessa de uma vida digna na cidade, com um salario digno, casa e alimentação. Porém, essas pessoas sem conhecimentos são cobradas pro todos os custos da viagem, casa e alimentação, se envidando e por serem vigiados por seguranças não podem fugir, relato do pesquisador e observador, Eduardo Geraldi. E justamente pela falta de oportunidades de emprego dignas, muitas dessas pessoas acabam optando por viverem nessa situação para sobrevivência.

Além da situação de pobreza que essas pessoas vivem, um agravante para essa situação é a falta de conhecimento da população sobre as os direitos e leis trabalhistas consolidadas em 1943, durante o governo Vargas, visto que muitos brasileiros não tem acesso as informações acerca de empregos que respeitem os direitos trabalhistas e humanos, e com isso acabam aceitando propostas que desrespeitem as leis trabalhistas.

Portanto, é necessário que o Ministério do trabalho, em conjunto com o Ministério da mulher, família e dos direitos humanos. Ampliem as politicas de renda mínima e de inclusão das pessoas no mercado de trabalho formal, através de modificações no código de leis trabalhistas, além de campanhas midiáticas informando características e canais de denuncia dessa forma de exploração.