O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/05/2022
A Lei Aurea, sancionada 1888, concedeu liberdade total aos escravos que ainda existiam no Brasil. Com base nesse contexto histórico, é visível que a realidade nos tempos que correm é análoga a proposta da lei, mesmo que de forma mais branda. Essa realidade é ponto chave na necessária discussão à respeito do trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Nesse contexto, é imprescindível desconsiderar o desconhecimento dos direitos trabalhistas e a fiscalização ineficiente como fatores preponderantes na análise da questão.
É necessário, mormente, salientar o desconhecimento dos direitos trabalhistas como principal causa do revés. Essa assertiva é justificada pela negligência governamental na disseminação de informações. Para o filósofo Gilles Lipovetsky, o conhecimento é necessário porque é emancipatório ao homem atual. À luz dessa concepção é visto que a realidade brasileira vai de encontro com a ideia do filósofo francês.
Ademais, vale despertar um olhar atencioso para as fiscalizações ineficientes e em como cooperam penosamente para o cenário atual. A negligência das políticas públicas e das fiscalizações desdobram diretamente no aprofundamento da desigualdade social, que já é árdua na nação verde-amarela. Portanto, o não cumprimento da lei por parte dos órgãos públicos colocam o impasse no dia a dia dos mais vulneráveis. Logo, é imprescindível que essa mazela cultural se perpetue.
Portanto, é mister que, o Governo promova leis mais severas, na questão de fiscalização dos locais de trabalho, e que o Ministério do Trabalho propague sobre os direitos trabalhistas, por meio de palestras dentro das escolas. E, também, com o apoio de campos jornalísticos midiáticos, propaguem os diretos por meio de propagandas etc. Para assim, cada vez mais, abrandar e acabar com o trabalho escravo no Brasil.