O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/05/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do trabalho análogo à escravidão. Isso acontece devido à ineficiência governamental e ao individualismo; fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.

É válido destacar, a princípio, que a falta de responsabilidade do Estado representa um grande obstáculo para a resolução do trabalho escravo no país. Nesse contexto, de acordo com o jornalista G. Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no plano teórico. Dito isso, pode-se afirmar que tal problema vai ao encontro do cenário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que não há fiscalização necessária, feito pela governo, para garantir que não há em nenhum lugar trabalho análogo à escravidão. Consequentemente, esse cenário continua sendo realidade no Brasil.

Além disso, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que impede a resolução do trabalho escravo. Nesse sentido, segundo o filósofo Bauman , em sua tese “Modernidade Líquida”, a

contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva, perante as condições desumanas de trabalho que muitos vivem, demostra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos – preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais – optam em comprar roupas em lojas análogas à escravidão, do que ficar sem tal vestimenta. Desse modo, a irresponsabilidade cidadã compromete para o fim desse problema no país.

Logo, o governo- órgão responsável em garantir os direitos aos cidadãos - deve criar campanhas educativas em relação ao trabalho escravo. Isso será feito por meio da divulgação de propagandas em horários nobres na TV e nas redes sociais, como o Instagram. Essa medida tem a finalidade de instruir a população acerca da problemática citada, findando com o individualismo e a falta de direitos eficazes na sociedade.