O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/07/2022

Prisioneiros de guerra na Roma Antiga. Africanos comercializados no século XIII. Vítimas de jornadas exaustivas de trabalho como mostra o filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin. Diferentes tipos de trabalhos escravos, dos quais alguns perpetuam até os tempos atuais. Dessa forma, essa realidade é resultado da negligência estatal e da falta de debate acerca do tema.

Primeiramente, ressalta-se a indiligência governamental como um problema. Conforme a “Teoria da Percepção Coletiva”, de Émile Durkheim, o fato social se divide em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado está no âmbito patológico, em crise, uma vez que apresenta tendência de não investir em programas que mapeem e fiscalizem a legalidade dos locais e das condições de trabalho, fazendo com que atitudes exploradoras não sejam denunciadas. Consequentemente, sem o rastreamento do governo, tais ilegalidades continuarão a existir.

Ademais, destaca-se a carência de discussão como outro desafio. De acordo com Habermas, sociólogo da Escola de Frankfurt, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. No entanto, a divulgação dos dados sobre o problema são incomuns nos veículos midiáticos. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, 2021 teve o maior número de pessoas em situação de escravidão contemporânea desde 2013 - a pesquisa não foi debatida em canais de comunicação. Logo, sem uma mudança no comportamento da mídia, a sociedade continuará sem poder reivindicar seus direitos.

Portanto, para minimizar a problemática, é imprescindível que o poder público crie programas e políticas públicas que façam levantamentos no que tange os ambientes de trabalho, denunciando o que for contra a lei, a fim de garantir o bem-estar dos trabalhadores. Além disso, a média deve, por meio de comerciais nos canais de comunicação social, acusar a frequência da ocorrência do trabalho escravo contemporâneo, para que a população possa agir sobre o problema. Só assim, os diferentes tipos de escravidão serão abolidos, favorecendo então rupturas históricas.