O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/11/2022
O livro “Coração de tinta” narra a história de Mo, um pai de família que foi sequestrado e levado para trabalhar em uma lavoura escondida sem nenhum pagamento em troca, introduzindo a temática do trabalho forçado no país e abordando também seus perigos. Fora da ficção, é notório que a produção literária possui verossimilhança no que tange a um tema de suma importância atualemente: o trabalho escravo no Brasil contemporâneo. Diante disso, é necessário explicitar que a inércia governamental e o espírito capitalista da scoiedade contemporânea sustentam o problema.
Em primeira análise, o governo tem como função primordial garantir o acesso ao trabalho de maneira justa e assalariada sendo proibido por lei o trabalho escravo, como contido no artigo 149 da Constituição Federal de 1988. Desse modo, é papel do Estado garantir que os direitos trabalhistas estão sendo ou não compridos, contanto, a perpetuação da escravidão trabalhista no país, demostra a indiferença do governo. Em suma, fica demonstrado que o atraso para a resolução do problema é causado sobretudo pela má gestão de recursos, trazendo prejuízos para os demais setores da sociedade.
Ademais, o capitalismo vigente no Brasil impulsiona a necessidade da população de obter lucro mesmo desrespeitando a vida humana. Por sua vez, cabe ressaltar a teoria sociológica de Karl Marx sobre o conceito de mais-valia, onde a classe dominante paga um valor muito baixo pelos serviços prestados pela classe dominada e cobra um valor muito alto visando aumentar o lucro. Nessa lógica, correlata-se que a a urgência em conseguir um benefício financeiro faz com que exista a “necessidade” de explorar a mão de obra, enraizando a questão no país.
Dessarte, em vista dos fatos supracitados torna-se clara a necessidade de intervenção. A fim de acabar com o trabalho escravo, urge ao Ministério do Trabalho criar, por meio de políticas públicas, projetos que visem a conscientização sobre os direitos trabalhistas. Isso pode ocorrer por meio de propagandas publicitárias veiculadas nos meios midiáticos. Com isso, espera-se não somente o fim da escravidão como também o fim de casos como o de Mo.