O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/05/2023

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De maneira análoga ao trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade,é possível estabelecer uma relação entre as pedras no caminho e o trabalho escravo no Brasil.Dessa forma, procura-se entender de que maneira a desigualdade social e a carência informacional influência na perpetuação do cenário negativo.

Sob esse viés, é lícito postular a desigualdade social como impulsionador desse revés. Essa lógica, é comprovada por muitas famílias não terem renda suficiente para arcar com todas as despesas, os membros acabam aceitando trabalhos antagônicos à escravidão, rompendo todos os seus direitos trabalhistas. Segundo Pierre Bourdieu,o indivíduo tende a incorporar pensamentos e hábitos que foram difundido ao longo dos anos. A partir disso, mesmo como abolição dos escravos no ano 1880 no Brasil, esse público continuou trabalhando na casa dos senhores por não terem condições financeiras para ir embora e sustentar a sua família, com ausência de alternativas dando procedência a situação de trabalho precários. Toda-

via, o país não mudou muito, pois de acordo com Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), vários brasileiros ainda permanecem em situação de escravidão no emprego, apontando que 53 horas de trabalho pagando menos de um terço do salário mínimo,que é equivalente a 386 reais, tendo péssima qualidade de vida.

Ademais, outro fator a salientar é a carência informacional. Isso decorre, por o público vulnerável desconhecer os seus direitos, com ausência do acesso a rede de informações. De acordo a pesquisa do IPEA ,afirma que entre os trabalhadores 93% são mulheres e menos de 30% possuem carteira assinada, e por necessidade permanece nesse trabalho mau remunerado e sem férias.

Portanto ,cabe ao Governo federal instância máxima de administração executiva deve realizar a informalidade e geração de empregos. Isso pode ser feito, por meio de campanhas, informando ao público vulnerável todos os seus direitos trabalhistas , com intuito de que reconheça situação de escravidão. Logo,o Ministério da Educação promova à geração de empregos,disponibilizando cursos

profissionalizante para essa parcela da população, tendo auxílios transporte e alimentício na duração do curso, para que esse público saía da inaceitável situação.