O trabalho escravo no Brasil contemporâneo

Enviada em 07/09/2023

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. No entanto, hoje, no Brasil, essa perspectiva não é verificada na questão da persistência do trabalho escravo na sociedade brasileira contempo-rânea. Com isso, mesmo impondo limites à problemática através das leis vigentes, o entrave persiste no Brasil, devido à mentalidade capitalista e à herança escravo-crata.

Nesse cenário, a ascensão da burguesia moderna intensifica o capitalismo, o qual se mostra um complexo dificultador. Tal fato se dá, pois, dentro do sistema existe a priorização dos interesses financeiros com relação ao proletariado. Nesse sentido, Karl Marx afirmou que a união dos trabalhadores é necessária para com-bater a ideologia exploradora. Ademais, a visão de lucro promove condições desu-manas de trabalho aos funcionários em grandes empresas como Shein e Zara. Logo, pode-se concluir que a mentalidade capitalista é um agravante que deve ser combatido.

Em paralelo, a escravidão brasileira deixou como legado o pensamento escra-vista, que traz consequências ainda no século XXI. Nessa análise, Hannah Arendt enfatizou que “A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Entretan-to, a fala não é aplicada no Brasil, visto que não são assegurados os Direitos Huma-nos no mercado de trabalho. Além disso, esta visão reflete nos indivíduos que vivem em um país marcado pela segregação social. Assim, é possível perceber a importância do debate acerca da herança escravocrata.

Em suma, o desrespeito das leis vigentes, protagonizado pela mentalidade capitalista e herança escravocrata que são intensificadores do trabalho escravo. Por esse motivo, torna-se necessária a conscientização da população e a adoção de uma postura ativa por parte do governo com relação à fiscalização de tais leis. Somente assim, a urgente mudança ocorrerá, trazendo um novo cenário de traba-lho ao proletariado brasileiro.