O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/09/2023
“ Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.”, artigo um da Declaração dos Direitos Humanos. Embora o Brasil tenha sido o ultimo país a ter a escravidão abolida, ainda é presente alguns vestígios desse período que assombrou a população brasileira.Por certo, é necessário uma intervenção quanto à desigualdade socioeconomica e a falta de fiscalização.
Sobretudo, a desigualdade socioeconômica no país é um grande dificultador quanto à persistência do trabalho escravo no Brasil. A falta de acesso à educação de qualidade, empregos dignos e educação justa, impõe a muitos brasileiros condições precárias de trabalho. Um caso que repercutiu nas mídias, foi o da SHEIN. A empresa foi investigada e foi revelado fábricas terceirizadas para a produção de peças, além dos funcionários trabalharem por até 18 horas por dia com direito apenas a uma folga mensal.
Além disso, um entrave que deve ser comentado é a fiscalização ineficaz. Certamente a fiscalização do trabalho escravo é uma preocupação para as autoridades, entretanto, o acesso a áreas comuns em que ocorre o crime não são favoráveis à fiscalização. A Operação Resgate III retirou 532 trabalhadores do trabalho análogo, mais de 70 equipes participaram em 22 estados. Os estados com mais pessoas resgatadas foram - Minas Gerais, Goias, São Paulo, Piaui e Maranhão- nos quais houve mais dificuldade para o resgate.
Em suma, a desigualdade socioeconômica e a falta de fiscalização emergem como fatores cruciais nessa equação complexa.Portanto, é imperativo que o Brasil intensifique seus esforços para promover a igualdade socioeconômica e fortalecer a fiscalização, a fim de garantir que todos os cidadãos possam desfrutar dos direitos e da dignidade consagrados na Declaração dos Direitos Humanos.