O trabalho escravo no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2024
A Constituição Federal de 1988, documento situado no topo do ordenamento jurídico brasileiro, garante o direito a um bom ambiente de trabalho a todos os residentes do país. Entretanto, quando se observa o cenário atual, percebe-se os desafios do trabalho escravo no Brasil contemporâneo, panorama que encontra dificuldades para o seu enfrentamento. Assim, convém analisar a falha legislativa e o interesse capitalista como causas do revés.
Nesse quadrante, cabe observar a lacuna das leis como agravante do impasse. Acerca disso, para o sociólogo Zygmunt Bauman, algumas instituições, apesar de manterem a sua essência, perderam a sua função social. Sob esse viés, na sociedade vigente, a ideia do escritor se assemelha a realidade, uma vez que as leis que são efetivadas atualmente não pune com vigor pessoas que mantém indivíduos em condições análogas a escravidão. Isso, consequentemente, deixa uma grande brecha para os crimes serem cometidos por ter uma baixa penalidade. Dessa forma, enquanto a falha se mantiver, difícil será mudar o quadro.
Ademais, é preciso notar o interesse capitalista e os seus efeitos. A respeito disso, na obra ‘‘O capital’’ escrita pelos filósofos Karl Marx e Friedrich Engels, o capitalismo prioriza a lucratividade em detrimento de valores. Nesse sentido, é possível presenciar um ambiente similar ao dito na máxima, haja vista que o pensamento de querer lucrar e gasta menos potecializa o trabalho comparado a escravidão. Isso, por conseguinte, gera casos de trabalho escravo no país, como em Minas Gerais que foi resgatados 19 trabalhadores em uma colheita de café. Logo, medidas devem ser tomadas para combater o interessa capitalista.
Portanto, é necessário discutir sobre o trabalho escravo no Brasil contemporânea. Para tanto, urge que o Estado, responsável pela administração pública, deve implementar leis mais rígidas junto com o judiciário, por meio de recursos federais, com o intuito de garantir segurança a todos. Outrossim, o Ministério da Economia deve usar os bancos para fiscalizar os grandes empresários as suas rendas e seu trabalho, a fim de saber como essas propriedades estão sendo geridas e os seus trabalhadores. Com essas medidas, espera-se ver a nação livre do imbróglio.