O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 10/10/2022
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, no final de 2019, uma regulamentação provisória para o uso medicinal de produtos derivados da maconha, como o canabidiol (CBD) e o tetra-hidrocanabidiol (THC). Dessa forma, iniciou-se o debate sobre a legalização da maconha e sobre seus benefícios e riscos.
Em princípio, é preciso analisar os benefícios terapêuticos da maconha na área medicinal. De acordo com um estudo feito pela Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, os cannabinoides podem ser usados no tratamento de doenças como: dores crônicas, glaucoma, demência, epilepsia, anorexia, depressão, ansiedade e muitas outras enfermidades. Além disso, pode melhorar a qualidade de vida de diversos pacientes portadores de AIDS, cancêr ou insônia. Assim, é possível perceber que o afrouxamento das leis sobre o uso da cannabis e a diminuição da burocracia para conseguir a terapia com a maconha pode facilitar o tratamento de muitos pessoas.
No entanto, o uso frequente da maconha pode causar efeitos graves na saúde. O Instituto Nacional do Abuso de Drogas dos Estados Unidos aponta em uma análise que o uso de cannabis ou cannabinoides por longos períodos pode causar dificuldade de atenção, náusea e vômito, infertilidade, desencadeamento de esquizofrenia em indivíduos com predisposição para o distúrbio, problemas pulmonares e dependência química. Dessa maneira, é notável que o Estado precisa limitar e regulamentar a produção e o uso dessa erva e dos seus derivados, para proteger a população.
Portanto, tendo em vista os argumentos apresentados, percebe-se que o legislativo deve trabalhar para flexibilizar as leis de uso da erva como remédio, a fim de facilitar as terapias que utilizam a maconha medicinal, porém, cuidando e fiscalizando para que ela não seja usada de forma indiscriminada e irresponsável. Destarte a população terá os benefios da cannabis sem sofrer com os malefícios dela.