O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 06/09/2022
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (doravante DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que os empecilhos sobre o uso da cannabis medicinal encontram-se efetivados na sociedade. Dessa forma, a desinformação, em consonância com o preconceito, são os principais pilares para esses conflitos.
Nesse sentido, vale ressaltar a ausência de informação como perpetuadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 80% da população desconhece o uso da cannabis na medicina. Sob esse viés, denota-se que, sem esse conhecimento prévio, as pessoas acabam sem saber sobre a importância que possui essa planta e deixam de falar sobre ela.
Ademais, vale salientar o julgamento como impulsionador da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade, os indivíduos temem tudo que é diferente do que estão acostumados. Sob essa ótica, muitos cidadãos acham que a cannabis, por ser a materia prima de algumas substâncias ilícitas, faz mal para os consumidores. Dessa forma, desconhecem os inúmeros beneficíos que ela proporciona para a medicina.
Portanto, com intuito de mitigar os empecilhos sobre o uso da cannabis, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta esse verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops nas escolas, ensinariam a toda a comunidade o que de fato é a cannabis e como ela é importante no tratamento de algumas doenças. Somente assim, a DUDH entrará em completo vigor.