O uso da Cannabis medicinal no Brasil

Enviada em 06/09/2022

O progresso científico é essencial no campo da medicina para aumentar a expectativa da vida humana, seja pelo desenvolvimento de novos remédios, seja pela descoberta de novas técnicas que curam doenças. Entretanto, existem alguns empecilhos que dificultam a evolução científica, como o tabu envolvido no uso medicinal da cannabis no Brasil, em virtude de um preconceito limitante que consequentemente, aumenta o seu valor comercial dificultando seu acesso.

Primeiramente, existe um pensamento conservador enraizado na sociedade brasileira em relação a maconha. Isso ocorre, pois é disseminada a ideia de que ela é a porta de entrada para as outras drogas, assim, os indivíduos ficam aterrorizados de terem qualquer contato com a cannabis, mesmo que seja medicinal. Contudo, segundo o renomado médico Drauzio Varela, a porta de entrada para as drogas é o álcool, que, inclusive, é comercializado licitamente pelo país, sem grande pavor da opinião pública. Logo, esse preconceito é ultrapassado e dificulta uma liberação menos limitada para quem precisa.

Ademais, embora exista um projeto de lei para facilitar o uso da canabbis medicinal, ele ainda está em análise no legislativo. Por causa disso e somado com o fato da maconha ser proibida no Brasil, o óleo retirado para fazer o medicamento precisa ser exportado, em virtude disso seu valor comercial torna-se encarecido. Nesse sentido, é válido resaltar, que segundo o economista Adam Smith, o preço dos produtos é regulado por meio da oferta e procura, ou seja, quanto maior a procura mais caro será o medicamento. Dessa maneira, com a vasta variedade de doenças que a cannabis auxilia a diminuir a dor, a sua busca aumenta juntamente com o seu preço e, consequentemente, dificulta seu acesso.

Portanto, o uso da cannabis medicinal, no Brasil, ainda encontra dificuldades para uma ampla circulação. Para reverter essa situação, é necessário que, o Ministério da Saúde promova, por meio de uma campanha nacional nos meios de comunicação, a fim de instruir a população dos benefícios desse uso, além de abrir um canal para tirar as dúvidas sobre esse medo descabido. Além disso, a população deve pressionar o poder lesgislativo para aprovar mais rapidamente o projeto de lei que regulariza o seu uso medicinal.