O uso da Cannabis medicinal no Brasil

Enviada em 06/09/2022

Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a banalização dos estudos acerca da eficácia da Cannabis medicinal. Nessa perspectiva, tal panorama decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma significativa discriminação e preconceito por parte da sociedade.

Diante desse cenário, é fulcral ressaltar o descaso advindo da administração superior, isso porque a população brasileira obtém um pensamento enraizado sobre o uso desse modo de praticar a medicina. Sendo assim, tal contexto vai de encontro com os ideais do filósofo contratualista Thomas Hobbes, o qual ratifica que o Estado foi criado para promover os direitos humanos, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Contudo, isso não se corrobora visto que há a negeligenciação do tema quando se trata de algo considerado tabu.

Ademais, outro ponto que é cabível salientar é a questão da banalização corporativa, visto que foi explicitada mediante a pesquisas da Organização Mundial da Súde (OMS) que a Cannabis é extremamente eficiente para servir de relaxante muscular e neurológico, ajuda na coagulação sanguínea e age contra a intensificação de dores físicas. Todavia, existe entre a comunidade a concepção de que a erva ainda seja considerada como droga ilícita, dessa maneira, o preconceito e a discriminação com o uso da mesma é frequente e altamente repressivo, apesar de existir países os quais a circulação e a utilização sejam liberada, como o México.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais do cidadão, promova políticas públicas a fim de mitigar essa adversidade. Para tanto, é primordial a implementação de leis, as quais assegurem a liberação de verbas visando a conscientização social, por meio de palestras, bate-papos, reportagens televisivas e podcasts. Bem como, no incentivo à pesquisas e estudos aprofundados acerca da capacidade que a Cannabis pode atingir no sistema neurológico humano. Logo, será possível almejar a diminuição do preconceito, o aumento do uso desse medicamento, a melhora da saúde hospitalar da população e o cumprimento da adaptação feita em 1889.