O uso da Cannabis medicinal no Brasil

Enviada em 22/09/2022

De início, cabe destacar a utilização da cannabis como um efetivo atenuador dos sintomas de determinadas patologias, como a ansiedade e o mal de Parkinson. Essa máxima é reforçada pela postura, cada vez mais, permisiva de medicamentos contendo o canabidiol , pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária , em virtude dos benefícios desses compostos. Como consequência disso, a inserção da cannabis no uso medicinal ganha , a cada dia, mais espaço na sociedade, encontrando não só nos estudos ciêntíficos, mas também na disseminação de depoimentos favoráveis dos usuários, argumentos para a sua efetivação.

Noentanto, embora possua aspectos positivos, o seu uso indevido, assim como em outras substâncias, ocasiona efeitos deletérios, como a perda de memória e/ou dependência psicológica. Isso se torna um grande problema, devido à cultura da automedicação no país, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 70% da população tem o hábito de se automedicar. Nesse viés, surge um potencial efeito deletério do uso da cannabis, o qual se evidencia na deturpação do uso medicamentoso para a utilização recreativa. De maneira análoga, pode-se citar o exemplo dos opioides nos Estados Unidos , que foram desenvolvidos a priori para o uso medicinal e, hoje, em razão do uso indevido resulta em um grave problema de saúdes, pois, de acordo com a OMS, mais de 100 mil pessoas morreram pelo uso irregular desses opiáceos. Assim, estudos e debates acerca da implementação do canabidiol ,na saúde, devem ser incentivados, para que as consequências degenerativas derivadas do uso indevido, não se repitam , agora, com a cannabis.

Portanto, para potencializar os efeitos terapêuticos e mitigar os malefícios da inserção do canabidiol na saúde, algumas medidas são necessárias. Por isso, cabe ao Poder Executivo, por meio de políticas públicas, a disseminação propagandas, nas redes sociais, sobre os impactos negativos de se automedicar, com o objetivo de desistimular essa ação prejudicial. Além disso, o investimo em estudos científicos, sociais e culturais, com o fito de possibilitar a inserção da cannabis medicinal, de forma responsável e estruturada, o que evitaria a repetição de exemplos nocivos , como foi o do ópio.