O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 04/11/2022
A “Teologia do Traste”, vista no exemplar de Manoel de Barros, valoriza as causas esquecidas e ignoradas pela sociedade. Fora da obra, ao observar o uso da Cannabis medicinal no Brasil, nota-se que esse ideal não é efetivado, o que potencializa a permanência dessa realidade. Nesse viés, a fim de atenuar os males dessa problemática, é necessário analisar a negligência estatal e, consequentemente, a carência de políticas públicas.
Acerca dessa lógica, é nítido que a negligência estatal está atrelada a dificuldade da legalização da maconha em uso medicinal, na medida em que a população possui uma mente conservadora baseado no senso comum sem se preocupar em pesquisar os benefícios desse uso. Sob esse prisma, o conceito de “mortificação do eu” do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o que acontece no corpo social que induz o indivíduo a ter um comportamento alienado, Tal preceito, afirma que, por influência de fatores coercitivos, o ser humano perde seu pensamento individual e se junta a uma massa coletiva. Desse modo, dentro do contexto do tema em abordagem, evidencia-se que o ser humano passa a estereotipar essa realidade conservadora como frequente e normal, sem levar em consideração os benefícios do tratamento de doenças graves, como parkinson.
Além disso, percebe-se uma carência de políticas públicas, visto que como verificado no parágrafo anterior, a negligência ocorre devido a ausÊncia de ações que solucionem essa situação. Nessa perspectiva, a “atitude blasé”-termo proposto pelo sociólogo Georg Simmel- o sujeito passa a agir com indiferença em meio a situações que ele deveria dar atenção. Nesse raciocínio, ao investigar po determinismo e a importância da cannabis para o tratamento de doenças, comprova-se que o ser humano passa a adotar essa “atitude”, tornando-se inerte e passivo com a problemática.
Depreende-se, portanto, que o tema em questão seja combatido. Destarte, o Governo Federal, responsável por políticas nacionais e abrangentes, deve, por meio de subsídios, a exemplo, dos financeiros, promover a flexibilização da leis em prol do uso da cannabis em pacientes com doenças de difícil tratamento. Feito isso, felizmente, a “Teologia” de Manoel de barros poderá ser alcançada.