O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 04/11/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o uso da Cannabis medicinal apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de informação, quanto do tabu.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para se combater o preconceito relacionado ao Cannabis medicinal. Nesse sentido, a falta de informação prejudica a aceitação do uso de canabidiol pelos pacientes. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação no “contrato social”, já que o Estado não cumpre seu dever de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis.
Ademais, é fundamental apontar o tabu como impulsionador do pouco uso Cannabis medicinal no Brasil. Nesse contexto, em 2022 o Conselho Regional de Medicina (CRM), proibiu que fosse prescrevido remédios a base do Cannabis. Diante de tal exposto, configura-se como um retrocesso na área da saúde. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscindível que o Estado, por intermédio de palestras e campanhas , nas mídias sociais, explicando os benefícios do Cannabis medicinal para diversas doenças. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo do tabu imposto ao uso remédios que apresentam o canabidiol na fórmula.