O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Em 1976, o mundo conheceu uma das obras mais relevantes da história recen-te: o “Dicionário da política”, em que Noberto Bobbio afirma ser do Estado a ga-rantia da saúde a todos. Entretanto, os desafios do uso da Cannabis medicinal no Brasil impede que a população brasileira vivencie o direito descrito por Bobbio, o que representa grave problema. Com efeito, para solucionar o impasse, há de se combater a omissão estatal, bem como fortalecer a dignidade humana.
Diante desse cenário, John Locke - conhecido como pai do Liberalismo - entendia que a população devia confiar no Estado, que, por sua vez, garantiria di-reito aos indivíduos. Ocorre que, no Brasil, as autoridades são incapazes de prati-car a ideologia de Locke, já que o bem-estar populacional não tem sido tratada com a devida importância. Nesse sentido, a ausência de prioridade estatal se justi-fica na burocracia para o obtenção do medicamento e na falta de leis que possibi-litem o tratamento através da maconha terapêutica. Desse modo, não é razoável que a saúde prevista pelo Poder Público deixe de ser um direito de todos e se tor-ne um privilégio de poucos. Assim, equanto a ineficácia do governo se mantiver, o problema do uso da erva medicamentosa será trivial.
Ademais, somente a valorização da empatia fará a dignidade humana se tornar regra no Brasil. Sobre isso, antes da Revolução Francesa, alguns indivíduos não eram merecedores de serem tratados com respeito e eram excluídos de direitos básicos, o que mudou com o surgimento do Iluminismo. Todavia, a população brasileira ainda não experimenta os benefícios assegurados no Século XVIII, uma vez que, quem padece do uso da canabidiol é ridicularizado e vítima de uma re-pulsa social. Isso se manifesta através de um imaginário retrógado e preconceitu-oso, o que dificulta a formação de meios para estabelecer a cultura do autocuida-do e o combate ao problema de forma precoce.
Portanto, para garantir os direitos estabelecidos desde a Revolução Francesa, as escolas devem estimular a população a solicitar melhorias em relação ao uso da Cannabis medicinal, por meio de projetos pedagógicos, como palestras e ações comunitárias capazes de mobilizar o Estado e a sociedade. Essa iniciativa terá a finalidade de levar o Brasil a experimentar, de fato, a dignidade humana.