O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 05/02/2023
Condenação social. Falta de conhecimento. Conservadorismo. Essas são algumas das justificativas dadas para o embarreiramento da Cannabis medicinal no Brasil, apesar da liberação de seu uso ter sido autorizada pela Agencia Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) há 8 anos atrás, os pacientes e seus familiares relatam grande dificuldade do acesso, pois a legislação de regulamentação encontra-se parada no congresso, o projeto de lei nº 399/2015 não foi regulamentado e o atual cenário de instabilidade da política brasileira leva a crer que permanecerá assim.
É válido destacar, no entanto, que segundo reportagem da BBC, já é a segunda vez que o Judiciário brasileiro autoriza uma associação de pacientes a cultivar cannabis para tratar pessoas com epilepsia. Contudo, enquanto câmara e senado conservadores não legislam sobre a canabbis de forma oficial, o acesso a justiça pra decisão da matéria se dá como embarreiramento aos demais que não tem acesso a justiça, por esse motivo, a luta da população para regulamentação pode facilitar o acesso a todos independentemente de classe social.
Cabe considerar, ainda, que boa parte dessa dificuldade está enraizada na condenação social e baseada na falta de conhecimento, apesar da existência de divulgadores científicos, como a coluna do pesquisador Átila Iamarino na Folha e canais como o do Professor Jubilut no Youtube. Analisar a canabis como recurso para tratamento de alguma patologia, ansiedade, depressão ou até mesmo a melhora do sono, parece uma tarefa árdua para boa parte dos brasileiros, no entanto, o Rivotril, medicação altamente potente e de fácil acesso não é criticada.
É necessário, portanto, que a legilação seja aprovada por meio da criação de uma ampla rede associativa com esses pacientes e seus familiares, a fim de que pressionem o congresso a votar e aprova-la em curto prazo, logo que a mesma está aprovada pela Anvisa e só precisa ser regulamentada. Além disso, convém realizar campanha institucional por meio do Ministérios da Saúde contribuindo para a divulgação de canais científicos no Brasil na TV em canal aberto, por meio de propagandas com a finalidade de estipar a ignorância do cenário atual brasileiro.