O uso da Cannabis medicinal no Brasil
Enviada em 21/02/2023
O uso medicinal da Cannabis no Brasil envolve questões atreladas não somente à saúde pública como também à economia. Nesse viés, tendo em vista os potenciais ganhos comerciais e científicos, indubitavelmente, o uso medicinal deve ser flexibilizado pela União com intuito de melhorar a qualidade de vida da sociedade. Todavia, esse progresseo enfrenta barreiras por causa dos estigmas relacionados a maconha. Logo, para progredir, é fulcral deixar para trás os preconceitos.
A priori, de acordo com a Folha de São Paulo, Israel está incentivando estudos científicos do uso medicinal da maconha, o que gera parcerias entre universidades e empresas. Além disso, segundo a matéria do jornal, existe um cenário mundial favorável: crescimento do comércio mundial da maconha medicinal. À luz dessa lógica, o Brasil também deveria incentivar os estudos científicos e a produção de remédios derivados da Cannabis assim como Israel, uma vez que possui excelentes universidades e um grande território cultivável. Tal fato, pode não apenas melhorar a saúde pública como também aumentar o produto interno bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos por um país. Portanto, a União deve explorar esse mercado em ascenção com intuito de ganhos na saúde pública e comerciais.
Outrossim, Allan Paiotti afirmou em uma entrevista para a Veja (CEO da Cannect, empresa que liga médicos e pacientes) que apesar do mercado do uso medicinal da maconha ter um potencial gigantesco no Brasil, muitos médicos e pacientes possuem esteriótipos. Assim sendo, o preconceito é responsável por impedir o avanço nos estudos e na flexibilização da produção no país. Sob esse viés, Paiotti também afirma que o estigma é oriundo da falta de informação a respeito do uso medicinal da Cannabis. Então, é basilar o combate a ignorância.
Destarte, o Ministério da Saúde deve combater a ignorância relacionada ao uso medicinal da Cannabis. Isso pode ser feito por intermédio da divulgação de campanhas inteligentes e criativas divulgadas nos meios midiáticos, como: Instagram, Facebook, comerciais de televisão, dentre outros. Como consequência disso, a ciência terá maior liberdade de atuação, livre dos esteriótipos, e o Brasil poderá melhorar a qualidade de vida da população e explorar o ganho comercial