O uso da Cannabis medicinal no Brasil

Enviada em 02/10/2024

De acordo com a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, é preciso tirar o problema da invisibilidade para promover uma solução. Ao analisar a vigente realidade brasileira, percebe-se que a invisilidade é uma questão que permeia o uso da cannabis medicinal no Brasil. Assim, é notório que esse cenário é fruto tanto da negligência estatal, quanto do preconceito acerca do canabidiol.

Primeiramente, nota-se que a ineficiência do Estado impulsiona tal problemática. De acordo com o artigo 6° da Constituição Federal de 1988, todo cidadão brasileiro tem direito à saúde. Porém, essa realidade não vem à tona quando se trata de pacientes que precisam fazer o uso da maconha medicinal para o tratamento de certas doenças como a eplepsia e convulsões. Logo, proibir o uso desse medicamento no Brasil é negar o direito à saúde e à uma vida digna ao portador desse tipo de condição.

Em segundo plano, a ausência de divulgação de informações sobre o canabidiol agravam o problema. Segundo Voltaire, um filósofo iluminista, o preconceito é opinião sem conhecimento. Desta maneira, ao analisar o estigma ligado à maconha e a falta de discussões acerca da cannabis medicinal, percebe-se que isso gera uma série de preconceitos quando se trata desse tipo de medicamento, pois a população não tem acesso a informações verídicas. Após anos reforçando uma ideia negativa relacionada à droga para uso psicoativo, a sociedade brasileira atrela erroneamente os efeitos psicodélicos do fumo ao efeitos medicinais do remédio. Portanto, é imprescindível a disseminação de informações no que diz respeito à maconha no âmbito da medicina.

Em síntese, é preciso mudanças urgentes nesse cenário. Diante disso, cabe ao Estado, órgão público que administra a nação, juntamente às mídias sociais, propor políticas públicas que legalizem o uso da cannabis medicinal em pacientes que necessitam fazer o uso, além de promover palestras e campanhas de conscientização em locais públicos e em pastagens nas redes sociais. Assim, será possível mitigar a invisilidade e solucionar a problemática, como supõe a Djamila Ribeiro.