O uso da inteligência artificial nas ações do corpo de bombeiros
Enviada em 18/03/2026
A inteligência artificial (IA) representa um dos maiores avanços tecnológicos da atualidade e, como tal, seu uso vem sendo expandido para as mais variadas áreas de atuação, alcançando, até, as corporações de bombeiros do país. Nesse sentido, essa ferramenta tem contribuído para avanços em ações de defesa civil, trazendo enormes vantagens à sociedade.
Primeiramente, as IAs representam um grande avanço em ações de defesa civil porque são capazes de realizar trabalhos estatísticos complexos — que humanos demorariam para fazer — em pouco tempo e com alta taxa de acertividade. Desse modo, no cenário dos corpos de bombeiros, essa característica representa potencializar cálculos de probabilidade de encontro de vítimas em catástrofes, aumentando as chances de salvamento com vida. Um exemplo que expressa isso é o da Operação Brumadinho, no qual o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais usou de análise de dados para seccionar a mancha de inundação da barragem em pontos de maior interesse (mais chance de encontro de vítimas). Na época não havia IA e o que demorou dias para se concluir hoje seria feito em horas pelas ferramentas de inteligência, fomentando, portanto, as chances de vida.
Outrossim, as IAs são extremamente benéficas à sociedade quando usadas pelas corporações de bombeiros por serem capazes de implementar sistemas de mapeamento. Um exemplo que ratifica esse contexto é o software QGis que é amplamente utilizado para geração de mapas de área de risco usados para tomadas de decisão em ações preventivas de defesa civil. Esse sistema possui implementação por IA e, com ela, é capaz de, via imagens de satélite, encontrar automaticamente circunstâncias de risco e mostrá-las aos operadores, o que facilita muito a criação desses mapas.
Sendo assim, dados esses fatos é evidente que o uso das IAs pelos bombeiros traz grandes benefícios à sociedade, em especial, pelas ações de defesa civil. Desse modo, seu uso deve ser incentivado, o que deve ser feito pelas próprias corporações ao investirem em estudos de aplicações dessa tecnologia, por meio das academias e centros formadores de militares. Ao se fazer isso, novos usos serão descobertos e as IAs contribuirão ainda mais com a sociedade.