O uso da inteligência artificial nas ações do corpo de bombeiros

Enviada em 07/05/2023

Desde a descoberta da tecnologia no Vale do Silício nos Estados Unidos, ela tem sido uma revolução para a sociedade. Nesse viés, o seu desenvolvimento pode ser comparado à descoberta do fogo, por causa do seu poder de melhoria e mudança no corpo social. Assim sendo, tendo em vista que os meios tecnológicos servem para tornar a vida mais fácil e segura, é fulcral o uso da inteligência artificial (IA) nas ações do corpo de bombeiros. Todavia, isso não se concretiza devido à negligência estatal. Logo, enquanto houver inoperância do governo, a segurança pública não será otimizada.

Em primeira análise, Friedrich Hegel afirmou: “O estado deve proteger os seus ‘filhos’ ‘’. Sob essa perspectiva, quando o país investe em tecnologias e as utiliza nos serviços públicos essenciais (saúde e segurança), o Estado está de acordo com o princípio do filósofo supracitado. Entretanto, o que se nota no Brasil é o contrário , uma vez que o corpo de bombeiros carece de tecnologias para prever incêndios no meio ambiente ou para saber quando um incêndio em um prédio torna-se generalizado e mortal. Portanto, os cidadãos encontram-se ‘‘desprotegidos’’ em virtude da não utilização da IA no corpo de bombeiros.

Outrossim, a Constituição Federal garante a proteção dos cidadãos e a utilização de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, esses ideais não são concretizados, visto que a inexistência de IA no corpo de bombeiros torna os incêndios mais mortais e favorece a destruição da natureza. Percebe-se, assim, que o Brasileiro é um ‘‘cidadão de papel’’, segundo o jornalista Gilberto Dimeistein, porque os direitos ficam apenas no papel e não são efetivados. Dessa maneira, quando o Estado deixar a inércia, os preceitos da Carta Magna serão realidade.

Destarte, para mitigar esse óbice, o Ministério da Segurança Pública, órgão responsável pelo corpo de bombeiros no Brasil, em parceria com Ministério da Tecnologia devem estudar, desenvolver e implementar a utilização da IA nas instuições de combate ao incêndio. Isso pode ser feito por intermédio de uma análise da utilização da tecnologia dos países que já implementaram a IA. Por conseguinte, o Estado estará de acordo com o princípio de Hegel e o cidadão deixará de ser de ‘‘papel’’.