O uso da inteligência artificial nas ações do corpo de bombeiros
Enviada em 25/08/2023
Promulgada em 1988, a Carta Magna brasileira assegura o desenvolvimento científico como meta e imputa ao Estado o dever de provê-lo. Nesse contexto, o uso da inteligência artificial (IA) têm crescido em consonância com o cenário internacional e encontra-se presente em diversas aplicações, como no caso do combate a incêncios em edificações, momento no qual as ferramentas mencionadas podem ser úteis para mitigar os danos. Diante disso, urge que o país invista no setor, com o apoio da sociedade civil, para não se marginalizar.
Sob esse viés, tem-se que a atuação do governo é preponderante para o progresso tecnológico. Nesse sentido, o economista Jeffrey Sachs aponta que a tecnologia é mais excludente que o capital, pois os países que não investirem na área permanecerão estagnados frente ao panorama globalizado. Por conseguinte, no caso da IA que apoia contra incêndios, outro ponto positivo é a preservação de vidas e de patrimônio, em conformidade com o próprio lema do Corpo de Bombeiros - “Vidas alheias, riquezas salvar” - o qual já justifica os investimentos.
Outrossim, salienta-se que a sociedade é parte integrante da adaptação do país ao uso da IA. Dessa maneira, o antropólogo Roberto Damatta critica aqueles que esperam soluções poíticas milagrosas para todas as demandas. Por outro lado, é imperioso enxergar as mazelas do país como próprias e procurar formas de contorná-las. No caso do uso de IA pelo Corpo de Bombeiros, a maneira adequada do povo ajudar é por meio da conscientização sobre a importância do tema, da qualificação profissional para operação dos equipamentos e pela cobrança às autoridades por maior investimento público na área, assim como prevê a constituição.
Destarte, depreende-se que o Estado e a sociedade são corresponsáveis pela pauta. Logo, cabe ao Congresso Nacional, por meio de processo legislativo, a abertura de uma comissão especial que atue diuturnamente para viabilizar o avanço no uso de IA em demandas públicas, como o combate a incêndio. Para isso, os parlamentares deverão ouvir especialistas e promover campanhas em escolas e universidades públicas, com vistas a incentivar a população a participar das metas. Assim, gradualmente, o país será beneficiado pelas mudanças em andamento.