O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 08/10/2018

A Constituição Federal - promulgada em 1988 - garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à saúde e integridade física. Contudo, a falta de fiscalização na agricultura e o uso indiscriminado de agrotóxicos são antagônicos a estes princípios. Destarte, evidencia-se a necessidade de promover melhorias nos sistemas de inspeção e, também, nos mecanismos enraizados em relação ao uso de agentes controladores de pragas em lavouras.

A princípio, a ausência de fiscalização torna evidente e agrava os problemas relacionados à contaminação por agrotóxicos. Em antemão à teoria de Immanuel Kant, na teoria da universalização, os atuais métodos de uso dos defensivos agrícolas geram cada vez mais danos à saúde das pessoas expostas, demonstrado principalmente nos crescentes números de casos por intoxicação, não só por consumidores, mas também, por quem o manuseia no plantio. Diante do exposto, fica claro como a fiscalização ineficaz gera uma cadeia sucessiva de problemas relacionados ao descaso, e a metodologia incorreta no uso desses produtos.

Outrossim, o uso excessivo de defensivos agrícolas gera danos ainda mais sérios à população. Consoante ao pensamento de Zygmunt Bauman, em modernidade líquida, o uso desses produtos da forma como são utilizados atualmente, é produto da individualização do pensamento, com ideia apenas de acrescer o lucro, com pouca, ou nenhuma preocupação aos possíveis danos causados pelo seu manejo. Consequentemente, com um mercado altamente competitivo e produtivo, cada vez mais esses produtos são utilizados, evidenciando ainda mais os problemas causados pelo seu mau uso.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esses problemas. Logo, é necessário que o Ministério da Agricultura intensifique a ação dos fiscais, seja por meio de capacitação ou aumento do seu quadro funcional, principalmente com a ideia de evitar o uso excessivo de agrotóxicos e a possível intoxicação dos trabalhadores do campo. Por outro lado, cabe também à Agência Nacional de Vigilância sanitária promover um maior controle sobre os produtos agrícolas, a fim de verificar se estão nos conformes de um padrão, principalmente por meio da análise da análise da produção, por recolhimento de amostras e verificação em laboratório. Dessa forma, assim como dizia Aristóteles, será possível uma política mais justa e onde todos são beneficiados.