O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 10/10/2018
Após a segunda Guerra Mundial (1939-1945) uma série de pesquisas e invenções deram origem a Revolução Verde, que tinha como meta o aumento da produção agrícola para derrogar com o fantasma da fome mundial. Atualmente, esse intuito não foi alcançado e ainda tem provocado uma série de problemas que possuem na deterioração do ecossistema e na intoxicação alimentar suas piores implicações.
É indubitável, de fato, que muitos avanços já foram conquistados no que tange a autossuficiência de países que saíram na vanguarda dessa revolução, assim como, daqueles que conseguiram fazer uso dessas inovações tecnológicas. Porém, se associa a isso o fato do aumento da produção vir aliado com o uso intensivo de agrotóxicos, muitas vezes sem conhecimento prévio dos possíveis problemas de saúde que podem ser causados por sua ingestão ou a simples ganância do aumento de lucros da produção agrícola, um exemplo é o fato do Brasil, ocupar o primeiro lugar no ranking de consumidores de agrotóxicos e ainda ter apresentado de acordo com o Ministério da Saúde 82 mil casos de intoxicação de 2007 a 2015.
No que se refere a deterioração do Meio Ambiente, os pesticidas podem infiltrar o solo e contaminar os lençóis freáticos, além de que a destruição exacerbada dos insetos podem causar um choque nas populações de animais silvestres, visto sua importância na cadeia alimentar
Em suma, a utilização de agrotóxicos deve ter um controle mais rígido, com o Estado, através do Ministério da Saúde e agências independentes como a Anvisa trabalhando em conjunto na fiscalização dessas substâncias, assim como, vindo a proibir aquelas que forem notadamente prejudicial a saúde e multando empresas que as utilizem e em último caso façam a apreensão do produto. Ainda, assim é necessário que instituições formadoras de opinião - como escolas, universidades - façam palestras que mostrem os problemas e incitem a população a fazer pressão para que os órgãos responsáveis ajam de maneira isenta.