O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo
Enviada em 12/10/2018
“Comida é pasto…você tem fome de quê?".Com esse questionamento,a banda Titãs problematiza a alimentação do brasileiro por um viés depreciativo, aspecto que se alinha com o uso desmedido dos agrotóxicos na lavoura do país,que ganha amparo pela invalidez do respeito ao consumidor e pela pujança da produção a qualquer custo.Ora, a musicalidade assinala uma latente verdade_o brasileiro se contamina pela sombra da passividade.
Nessa linha de descompromisso com a vida do consumidor, o discurso capitalista se envereda pelo meio político. De acordo com o Ministério da saúde, entre 1999 e 2012, o país teve quase quinze mil registros de envenenamento, sendo 25% de crianças de 0 a 14 anos.Se tais números são tidos como eufemismo por não sensibilizar a classe política dos ruralistas, interpreta-se como um “crime institucionalizado” escoltado pelo uso desmedido de insumos agrícolas,chancelado pelo pensamento de que o mais relevante é a riqueza produzida no campo e não os impactos negativos sobre a produção, daí a urgência em aprovar a medida provisória que, entre outras medidas, mascara o nome de agrotóxico para pesticida.Dessa forma, a nomenclatura não imacula a ferida da contaminação.
Atrela-se ao contexto que em nome desse mercado abjeto, exponenciam-se os efeitos danosos para a coletividade. Karl Marx já dizia que, “o capitalismo gerou seu próprio calvário”,tese essa que fica evidente na contemporaneidade,uma vez que,a busca por lucro e pela maior competitividade de mercado,exemplificam na dimensão das lavouras,não raro,que subsidiam as maiores safras com uso abusivo dea groquímicos. Tal medida se contrasta com a promoção do bem-estar de quem consome,dado que a intoxicação dos indivíduos acarreta vários problemas a saúde entre eles, a dificuldade respiratória,convulsões, desmaios e até mesmo a morte.Na verdade, o modelo agroexportador ignora o conceito de respeito ao consumidor, posto que o cidadão se encontra coadjuvante desse envenenamento, na medida em que silencia…apenas consome.
Urge-se portanto,medidas primordiais que venham sanar a mazela.Logo,o Ministério da agricultura, deve promover fiscalização eficiente nas lavouras para evitar o uso abusivo desses produtos nocivos , assim como, oferecer capacitação de trabalhadores para o trabalho correto dos pesticidas, a fim de equilibrar mercado e conforto alimentar.Somado a isso,o Poder Legislativo em reformular a lei já existente desde 1989,com o fito, de torna-lá mais rigorosa e mais ambientalista.Em consonância, o Poder Judiciário, pode fiscalizar o cumprimento das leis e julga os que não cumprem por intermédio de multas .Só assim, os versos musicais de Titãs não irá só olhar para o quantitativo,mas para o qualitativo.