O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 12/10/2018

Durante o Século XX, algumas tecnologias desenvolvidas ao longo da Primeira Guerra Mundial passaram a ser utilizadas na agricultura, aumentando significativamente a produtividade- o que ficou conhecido como Revolução Verde. Dentro desse contexto, o emprego de agrotóxicos difundiu-se no Brasil e no mundo, trazendo como consequência diversas doenças e disfunções biopsíquicas para a população.

A partir da década de 60, o uso de defensivos químicos nas lavouras brasileiras cresceu assustadoramente - vale ressaltar que, entre os anos de 2002 e 2012, uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz constatou um aumento de 4,2 quilos de pesticidas por hectare plantado. Com efeito, o diagnóstico de doenças graves como o câncer, depressão e transtornos comportamentais, infelizmente, tornou-se mais rotineiro. Frise-se que a correlação é incontestável- em Limoeiro do Norte (maior consumidora de herbicidas do mundo), por exemplo, o índice de câncer já  é 38% maior do que no restante do Brasil.

Não obstante ao emprego desmedido de substâncias tóxicas, a saúde pública ainda tem que lutar contra a utilização de agrotóxicos proibidos - de acordo com a Anvisa, da 50 substâncias aplicadas na lavouras brasileiras, 15 são proibidas na Europa. Isso porque, embora elas sejam consideradas altamente perigosas para o ser humano, o Ministério da Agricultura e os fazendeiros, com medo de diminuir a produção, obstacularizam o banimento delas. Assim, a sociedade se expõe a grandes riscos, enquanto as plantações ficam protegidas e o agronegócio enriquece.

Portanto, é vital que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agrária invista em novas tecnologias agrícolas como o sistema de produção integrada e o controle biológico de pragas, que além de diminuir a quantidade de resíduos tóxicos utilizados, barateia os custos de produção. Ademais, programas de capacitação devem ser disponibilizados pelo Ministério da Agricultura, garantindo que todos tenham acesso às inovações. Por fim, as mídias poderiam conscientizar a população e propagar a sustentabilidade. por meio de campanhass das mídias programas de capacitação