O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 12/10/2018

O uso de agrotóxicos no Brasil é um tema que gera muitas discussões entre ambientalistas, órgãos de saúde e população em geral. A sua utilização exacerbada deve ser combatida, uma vez que tais químicos geram inúmeros problemas, ainda mais em um país que é o terceiro maior consumidor dos mesmos no mundo.  Nesse sentido, dois aspectos se fazem relevantes: quais os riscos desse consumo em grande escala, bem como o porquê da diminuição de seu uso ser um desafio nacional.

De acordo com dados da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) 70% dos alimentos produzidos no Brasil e voltados para o mercado interno estão contaminados com agroquímicos e desses 28% contêm substâncias não autorizadas. Esse emprego indiscriminado revelado nos altos números relatados demostram o perigo das substâncias que prejudicam o meio ambiente ao selecionar as pragas agrícolas mais resistentes, prejudicar os solos e os corpos d’água, além de serem um risco ao consumidor final, que fica vulnerável para a acumulação dos defensivos no organismo, com o aumento do risco de desenvolvimento de mutações, doenças como o câncer e em casos mais graves com risco de morte - como relatou a Organização Mundial da Saúde.

Como já relatado anteriormente e conforme a Abrasco  ( Associação Brasileira de Saúde Coletiva) mias da metade das substâncias utilizadas no Brasil são proibidas na União Europeia e nos Estados Unidos. Dessa maneira, percebe-se o subdesenvolvimento vivido no país - que corre risco de aumentar devido o retrocesso do Projeto de Lei dos agrotóxicos que visa diminuir a burocracia para legalizar mais químicos. Assim, como teorizado por Bauman, é possível notar a queda nas atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais. No caso nacional, os anseios da bancada ruralista no congressos e das grandes indústrias de agrotóxicos tem posto em cheque a saúde e segurança dos brasileiros. Nesse sentido, medidas são necessárias.

Diante os argumentos supracitados, infere-se o Executivo Federal, no papel o Ministério da Agricultura, como principal agente promotor de mudanças, agindo no sentido de sancionar uma lei que combata a oligopolização do setor químico, a fim de diminuir o lucro dos envolvidos em cima de um produto que prejudica a vida de tantos. Além disso, o mesmo se faria presente em fóruns de discussões internacionais, com o objetivo de trazes para o Brasil avanços na área que diminuam o uso de substâncias ilegais e tão prejudiciais. Ademais, ter-se-ia a obrigação dos grandes produtores agrícolas, de promoverem cursos capacitantes aos seus funcionários para diminuir a contaminação dos mesmos que estão em contato mais direto com os venenos. Afinal, a saúde e segurança do povo é dever de todos.