O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 12/10/2018

No século dezenove, o demógrafo Thomas Malthus, afirmava que " o poder de crescimento da população é indefinidamente maior que a terra tem de fornecer recursos para subsistência do homem". No entanto, esse estudioso não previu os avanços tecnológicos de uma sociedade pós-industrial, que desenvolveu defensivos agrícolas permitindo o aumento substancial da produção de alimentos. Contudo, é notório apontar que o uso demasiado de agrotóxicos na cadeia produtiva de agricultáveis, vêm causando demasiados impactos nocivos na saúde do homem e do meio ambiente.

Em primeira analise, cabe pontuar que os agroquímicos são produtos altamente tóxicos, que acarreta agravos na saúde de indivíduos em exposição a eles, principalmente, quando são extrapoladas as quantidades pré-definidas. Prova disso, é em um recente estudo divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontou que batata, alface e banana, vegetais comumente consumidos no Brasil, apresentam resquícios de defensivos agrícolas acima do recomendado. Nesse viés, o Instituto Nacional do Câncer (Inca), abordou que a presença em excesso de tais defensivos, têm uma relação intrínseca com o aparecimento de câncer e alergias, em pessoas que estão em constante contato com esses agentes químicos, seja através da alimentação ou no trabalho. Logo, vê-que os imensuráveis danos a saúde é uma realidade, e medidas fazem-se pontuais para reverter esse quadro alarmante.

Ademais, convém frisar que os agrotóxicos também são nocivos para o meio ambiente, causando prejuízos irreparáveis, em todo mundo. Como corrobora dados do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO),  que os defensivos agrícolas estão entre os principais contaminantes do solo, águas pluviais e subterrâneas, o que pode configurar perda da fauna e flora dos ambientes aquáticos e produtividade dos solos, pela falência de nutrientes. Nesse contexto, percebe-se que os agroquímicos não só impacta o ser humano, mas toda diversidade do planeta, além de, afetar ao longo tempo a fertilidade das terras agricultáveis, assim, o aumento da pressão sobre a oferta de alimentos. Nesse panorama,  alternativas são urgentes para resolver tal problemática.

Fica claro, portanto, os indubitáveis agravos advindos dos agrotóxicos, para a saúde do meio ambiente e do indivíduo. Desse modo, o Ministério da Agricultura, pode promover cursos qualificadores para trabalhadores que faz aplicação de tais agentes químicos nas lavouras, com intuito de equiparar os níveis de agrotóxicos presentes nos alimentos, com os parâmetros estabelecidos pela Anvisa, assim, consequente bem-estar para saúde do homem e do ambiente. Outrossim, os chefes de Estado podem em forma conjunta implementar projetos, como: o do  controle biológico de pragas e subsidiar produções orgânicas, a fim de preservar a diversidade ambiental do globo.