O uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Enviada em 14/10/2018

A busca por uma alimentação saudável provoca o consumo de frutas, verduras, legumes e grãos. Entretanto, estes alimentos possuem uma elevada carga de agrotóxicos, fungicidas e herbicidas, ou seja, o veneno está à mesa. O mercado exportador no Brasil causou o aumento  do consumo de agrotóxicos no país. A falta de fiscalização do Estado e manuseio incorreto agravam os problemas decorrentes do uso desse veneno, afetando os trabalhadores, consumidores e meio ambiente.

Por ser uma forma barata, grandes e pequenas plantações fazem uso de agrotóxico. Infelizmente, esta prática é realizada, muitas vezes, com produtos proibidos por lei e com dosagens excessivas. Fato comprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que mostrou, em 2018, que o morango, alface, banana e maçã possuem resíduos de pesticidas acima do permitido. Assim, contaminando também o solo e água que são utilizados tanto pelos trabalhadores, quanto pelos animais.

Além disso, sabe-se que a população da zona rural têm uma baixa taxa de alfabetização. Assim, eles não têm instruções do uso do agrotóxicos, não utilizam equipamento de proteção individual, tampouco leem os rótulos dos produtos. Isto faz com que eles estejam cada vez mais expostos ao veneno, provocando o aumento dos casos de câncer, doenças respiratórias, mudanças de comportamento, depressão e suicídio. Dados da Fiocruz atentam que entre 1999 e 2012 foram registrados 114598 casos de intoxicação devido ao agrotóxico provocando 2449 mortes, desde crianças a idosos.

O uso de agrotóxicos, além de comercial, é questão de saúde pública, sobretudo saúde do trabalhador rural. Portanto, cabe ao Estado juntamente com o Ministério do Trabalho e Sindicado dos Trabalhadores Rurais, promover a capacitação dos pequenos agricultores, mostrando como utilizar os produtos e como se proteger utilizando os equipamentos de proteção individual (EPI), além de fornecer tais equipamentos. Deve também exigir das grandes empresas o treinamento dos funcionários e fornecer EPIs. E por fim, fiscalizar constantemente a venda dos produtos e a sua utilização por meio de auditores fiscais.